Sombras que vão lutar
Falam de uma fé
Não vão poder amar
Não vão poder voltar
E neste ritual
anto tempo a perder
Já nada é igual
E tanto a dizer
Tanto a dizer
Tem nos olhos o sorriso
Que eu te dei
Tem as cores de um Dezembro
Que eu vi
Nas palavras um aviso
Que eu não esqueci
Quem será que hoje alembro
Já não sei, já não sei
Tem as notas de um piano
Que eu toquei
Tem as sombras e os dias
Que eu vi
Com os meses de um ano
Que eu não esqueci
E a voz com que mentias
Já não sei, já não sei
Tem nos olhos o sorriso
Que eu te dei
Tem as cores de um Dezembro
Que eu vi
Nas palavras um aviso
Que eu não esqueci
Quem será que hoje alembro
Já não sei, já não sei
D´outra vez, noutro lugar
ninguém espera junto ao cais
sem razão, barcos que não voltam mais
os dias vão sem te levar...
E tenho tanto a contar
hey, tens tanto para ver
Tens ainda de aprender
os nomes que te vou dar
Oh noutro lugar
para todo o sempre
Oh há uma canção
que faz partir
Oh noutro lugar
para sempre, sempre
Oh, há uma canção
que está por descobrir
Vem...
D´outra vez noutro lugar
os anos passam sem pesar
sem razão, vão em busca da canção
que ficámos de cantar...
E tenho tanto por contar
hey, tens tanto para ver
Tens ainda de aprender
os nomes que dei ao mar
Oh noutro lugar
Nas terras do Além-Tejo
ao fim dos vales, um monte
Quatro noites para um rio
encontrei-te junto á ponte...
Do passado de um rio
ficou por contar a primeira vez
O passado de um rio
ficou de voltar outra vez
Passaste como um rio
que eu cantei e me deixou aqui
passaste como um rio
e eu não sei passar sem ti...
Soube o teu nome além Tejo
talvez fosses quem perdi
Passaste como um rio
e hoje não passo sem ti
Tem mil anos uma história
De viver a navegar
Há mil anos de memórias a contar
Ai, cidade á beira-mar
Azul
Se os mares são só sete
Há mais terra do que mar...
Voltarei amor com a força da maré
Ai, cidade à beira-mar
Ao sul
Hoje
Num vento do norte
Fogo de outra sorte
Sigo para o sul
Sete mares
(2x)
Foram tantas as tormentas
Que tivemos de enfrentar...
Chegarei amor na volta da maré
Ai, troquei-te por um mar
Ao sul
Hoje
Num vento do norte
Fogo de outra sorte
Sigo para o sul
Sete mares
Tenho canções de mil cidades
Que a névoa apagou
Não há ninguém
A quem contar
Atravessei mil tempestades
Que o tempo amainou
Hoje não sei
A quem contar
À noite lembro essa cidade
Que me hão-de levar
Eu quero alguém
A quem contar
De um porto perdido
Um dia partiu
Meu amor perdido
Quem será que o viu?
Eu conto a quem passa
Levou-te o mar
Há festa na praça
Já nem sei dançar
Mas à noite
Há vozes aqui
São de longe, tão longe
E falam de ti
Um porto perdido
Um dia encontrou
Meu amor perdido
Que sempre voltou
Eu conto a quem passa
A vida no mar
Já cantam na praça
E vamos dançar
Mas à noite
Há vozes aqui
São de longe, tão longe
E chamam por ti
Sempre foi meu defeito, não saber reconhecer
Que o que foi feito está feito, e ficou tanto por fazer
As causas que eu levo a peito, hão-de acabar por se perder
E não recordo um feito, que os meus olhos possam ver
E eu só
Queria saber
Fechar
Os olhos pra não ver
Tão só
Queria saber
Fechar
Os olhos pra não ver
Mas o meu maior defeito, foi não te reconhecer
À tanto que eu não aceito, tanto que eu não sou de ver
E ainda trago no peito, a vontade de saber
Mas o passado está feito, e não volta acontecer
Eu só
Queria saber
Fechar
Os olhos pra não ver
Tão só
Queria poder
Fechar
Os olhos pra te ver
Tão só
Tão só
Tão só
Há uma voz de sempre
Que chama por mim
Para que eu lembre
Que a noite tem fim
Ainda procuro
Por quem não esqueci
Em nome de um sonho
Em nome de ti
Procuro à noite
Um sinal de ti
Espero à noite
Por quem não esqueci
Eu peço à noite
Um sinal de ti
Quem eu não esqueci
Por sinais perdidos
Espero em vão
Por tempos antigos
Por uma canção
Ainda procuro
Por quem não esqueci
Por quem já não volta
Por quem eu perdi
Procuro à noite
Um sinal de ti
Espero à noite
Por quem não esqueci
Eu peço à noite
Um sinal de ti
Quem eu não esqueci


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