Veio uma luz do outro lado da estrada.
Está imóvel e mesmo sem saber nada,
sei que é estranho, pois aqui não passa ninguém.
Aqui não mora ninguém.
Paro o carro e sigo a pé:
vou a tremer. Sei que não devia dizer, mas tudo é
turvo,como esta luz.
O que posso fazer?
Não sei dizer. Tem sido assim, sinto que falhei.
Olha bem para mim, diz-me que errei.
Eu penso assim e sei que tu também.
Aproximo-me devagar, daquela luz.
É tudo tão vago, e eu pasmo ao chegar, porque
afinal... afinal eras tu. Tu e uma luz a cegar-me.
Olha bem para mim,
diz-me o que vês, tem sido assim, sei que falhei.
E sei que tu também.
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